Um investigador de marketing da Ahrefs criou uma empresa de pisa-papéis de luxo completamente fictícia chamada Xarumei, construiu o seu site numa hora usando IA e testou sistematicamente oito grandes ferramentas de IA.
Os resultados revelam fraquezas perturbadoras na forma como a IA lida com informações de marca, com profundas implicações para a Gestão de Reputação (ORM).
A experiência
GPT-4 e GPT-5 tiveram o melhor desempenho, respondendo corretamente que “esta marca não existe”. Perplexity falhou em cerca de 40% das perguntas, confundindo bizarramente a Xarumei com smartphones da Xiaomi. Microsoft Copilot caiu na “armadilha da bajulação”, inventando explicações elaboradas sobre o artesanato e simbolismo da marca quando questionado sobre a sua popularidade no X (Twitter).
Fase dois: Caos controlado
O investigador plantou informações contraditórias:
- FAQ Oficial: Negava rumores.
- Artigo no Medium: Uma “investigação” falsa que afirmava que a fundadora era Jennifer Lawson, de Portland.
O Medium provou ser devastadoramente eficaz. Gemini, Grok e Perplexity confiaram mais no artigo do Medium do que no FAQ oficial, citando confiantemente Jennifer Lawson como fundadora. A manipulação funcionou porque parecia jornalismo real.
Conclusão: A ia discute consigo mesma
Talvez o mais inquietante tenha sido ver modelos a contradizerem-se. Inicialmente, o Gemini afirmou não encontrar provas da existência da marca. Mais tarde, após encontrar as fontes falsas, afirmou confiantemente: “A empresa está sediada em Portland”.
Fontes
- Patrick Stox (Ahrefs): “I Created A Fake Luxury Brand To Test How AI Handles Truth” (ahrefs.com/blog/ai-test-fake-brand/).
- Marius Comper (Facebook): análise do experimento.



